19 de nov de 2014 | By: @igorpensar

Alerta Doutrinário!

Por que não é adequado para um cristão apoiar ou participar de cursos, conferências ou eventos promovidos pelo Ministério Ensinando de Sião?

1) O Ministério Ensinando de Sião não tem por missão e prioridade a afirmação cristã da centralidade e a suficiência do Evangelho de Jesus Cristo para salvar, redimir, justificar, santificar e ressuscitar o ser humano, seu objetivo é: "contribuir para difundir entre os cristãos a visão de sua reconexão com o povo judeu e com a nação de Israel, bem como a restauração das raízes bíblicas e judaicas da sua fé e seu papel espiritual em relação à redenção de Israel"[veja aqui];

2) O Ministério Ensinando de Sião não sustenta e defende explicitamente o ensino cristão de que a natureza de Deus é trinitária, ou seja, a plena e total unidade de Deus que se revela plenamente divino em três pessoas distintas Pai, Filho e Espírito Santo;

3)  O Ministério Ensinando de Sião acredita que se o cristão não fizer obras em cooperação com a graça salvadora e santificadora, ele cairá da fé perdendo a salvação.  Ignorando o ensino cristão e paulino que em nada podemos cooperar com a salvação ou santificação, mas que nossas obras de amor são resultado da graça que obtemos exclusivamente pela fé em Jesus Cristo;

4) O Ministério Ensinando de Sião pratica idolatria cultural ao exaltar e super enfatizar a cultura judaica e os judeus, criando uma tensão já resolvida pelo ensino apostólico de que todos, judeus e gentios, devem encontrar satisfação identitária na unidade pela fé em Jesus Cristo, sendo Ele a fonte de todo sentido existencial e identidade;

5) O Ministério Ensinando de Sião não enfatiza e não promove missões e evangelismo local, e a pregação do Evangelho a partir de Cristo e de sua obra justificadora.  A maioria esmagadora de seus membros são pessoas oriundas e que migraram de várias denominações evangélicas locais;

6) O Ministério Ensinando de Sião despreza e promove uma cultura de desdenho teológico à tradição cristã evangélica, a muitos dos ensinamentos cristãos historicamente acumulados, criando uma atmosfera indireta de "superioridade teológica" de suas doutrinas;

7) O Ministério Ensinando de Sião promove a "tese marrana" em que a partir de sobrenomes adotados por judeus que vieram ao Brasil em fuga da inquisição durante a colonização é possível "restaurar" ou "resgatar" uma identidade judaica.  Muitos evangélicos sentem-se atraídos e seduzidos pelo discurso de terem alguma ancestralidade com  o povo bíblico, e assim, alguns até já submeteram à circuncisão com o aval dos líderes desta comunidade (tenho provas testemunhais disso, se quiserem me processar, levem isto em consideração), como um sinal de retorno à fé judaica;

Por estas e outras razões peço aos pastores que circulem e ensinem seus membros sobre os perigos doutrinários deste movimento, alertando-os para que não participem de nenhum curso, conferência ou evento promovido por esta instituição.  Fui líder do Ensinando de Sião durante 10 anos e posso alertá-los sobre os perigos doutrinários propagados por aquela instituição.

Caso tenham alguma dúvida, não hesitem em entrar em contato conosco.

Atenciosamente,
Igor Miguel

11 comentários:

Andrias Silva disse...

Só não entendi uma coisa. Quanto ao Ministério Ensinando de Sião não sustentar o ensino cristão de que a natureza de Deus é trinitária.

Eles descrevem a si mesmos assim no link que você deixou:

"Somos monoteístas e cremos em um só D’us ‒ um e único [...] Cremos na plena divindade (Cl 2:9) de Yeshua haMashiach (Jesus, o Cristo)...

O problema está no fato de não defenderem "explicitamente" ou realmente eles não creem na trindade?

Moisés Nadú disse...

Igor, infelizmente esses farsantes tem ganhado muitos adeptos, principalmente no Nordeste, onde supostamente há um grande continente desses "marranos".
Muitas igrejas nordestinas carentes de identidade estão aceitando esse sionismo idólatra. Isto é heresia e precisa ser combatido com toda força pela Igreja.

@igorpensar disse...

Andrias, a AMES não crê que Jesus possui uma divindade consubstancial a do Pai e do Espírito Santo. Jesus é uma divindade "representativa" (representa Deus). Eles creem em uma espécie de subordinacionismo. O Espírito Santo não é um hipóstase, mas o Espírito do Pai (no sentido do Pai ser imanente no Espírito), e não uma terceira hipóstase (pessoa).

Giancarlo Tadeu disse...

Olha, com todo respeito que gostaria de me manifestar, o Ensinando de Sião hoje para mim é a crença mais próxima que temos do doutrina que o Senhor Jesus ensinou, prefiro escoras judaicas para amparar minha fé do que me vender às aberrações teológicas mercadistas do novo século, talvez voltar as igrejas ao judaísmo seja uma alternativa mais eficiente para salvar o cristianismo do que se vender e se corromper como estão os pastores fazendo no presente.

Andrias Silva disse...

Obrigado pelos esclarecimentos, Igor.

Diego Anael Lima Pereira Alves Araújo disse...

Mas o próprio Pai do termo Trinitas não era subordinacionalista? Ou seja Tertuliano.

@igorpensar disse...

Não quanto à natureza, mas à atribuição hipostática de cada persona. Lá, o que existe é uma divindade representativa e subordinada. Não há consubstancialidade.

@igorpensar disse...

Prezado Giancarlo,

Você disse:
"Olha, com todo respeito que gostaria de me manifestar, o Ensinando de Sião hoje para mim é a crença mais próxima que temos do doutrina que o Senhor Jesus ensinou",

Não é não. Não há nenhum ensino no Novo Testamento que a Igreja deveria se esforçar na tarefa de "restaurar as raízes judaicas". A ênfase neotestamentária é que a vida cristã deve orbitar ao redor de Cristo. Cristo é o centro, o tesouro e tudo que Deus sempre planejou pra humanidade. Em vários momentos, Paulo assevera isso. Cristo coloca nele (a Videira) a fonte de toda redenção e restauração da vida humana. É por Cristo que ressuscitaremos e não pela restauração das raízes judaicas e o "mimimi" do Ensinando de Sião. Simples assim.

Você também disse:

"prefiro escoras [escolas] judaicas para amparar minha fé do que me vender às aberrações teológicas mercadistas do novo século, talvez voltar as igrejas ao judaísmo seja uma alternativa mais eficiente para salvar o cristianismo do que se vender e se corromper como estão os pastores fazendo no presente."

Honestamente, nem vou comentar isso. Mas, são comentários assim que confirmam o tipo de sentimento e espiritualidade vem sendo promovida pelo Ensinando de Sião. Uma desconstrução da cristandade e a um sutil supervalorização de uma cultura que não se constitui em Cristo. Um judaísmo idealizado.

Acho que o comentário já diz muito....

Giancarlo Tadeu disse...

Eu quis dizer "escoras" mesmo, já que tanto o ocidental quanto o oriental perdeu suas raízes e por isso estão com as "pernas" bambas doutrinariamente falando, por isso... escoras.

@igorpensar disse...

Corrigido... mas, de qualquer forma, meu argumento vale para "escolas" ou "escoras". Para as escolas, vale o discipulado de Cristo e sua suficiência. Para "escoras" (muletas), vale o Verbo Encarnado que diz "levanta-te e anda". :-D

Giancarlo Tadeu disse...

Rsrsrs, como diz o ditado: "Se dois judeus não discutirem sobre a Torah não são judeus." Isso quer dizer que eles estão sempre estudando e pensando. O ditado quer dizer para nós que todo cristão verdadeiro está sempre se renovando no seu próprio intelecto e no conhecimento da palavra, isso quer dizer que ninguém esta sempre certo e nem sempre errado, toda discussão é boa se for de bom proveito. Deus te abençoe... de pastor para pastor.